“Bom, meu nome é Tracy. Eu costumava ser a Bad Girl mais desejada entre todos esses gangsters filhos da puta aqui do Hoover. Eu era realmente bonita. Chamava atenção pelo corpo escultural que era frequentemente mostrado pelos decotes que usava. Tinha lindos cabelos longos e boca carnuda. Era bem “foda-se” para tudo e todos. Via a malandragem de perto. Eu não concordava com a morte de alguns, mas era melhor ficar quieta. Eu vivia nas ruas. Daniel me ensinou muito sobre essa vida, e me sinto agradecida por isso. Acho que ele foi o idiota mais bondoso que conheci. Realmente um desperdício ter morrido cedo. Enfim, minhas roupas rasgadas e as tatuagens mostravam bem a minha realidade, sem contar as cicatrizes. O vocabulário restrito em palavrões e gírias me deixavam cada vez mais masculina. Fumava e bebia de tudo. Era caminho sem volta essa vida de brinquedinho de delinquente. Olha onde fui parar. Logo eu, que era só mais uma menininha tímida e calada que sofria em silêncio porque não queriam saber da minha dor. Não tinha atenção. Amava demais, cuidava sem querer nada em troca, até que uma pessoa apareceu e quebrou meu coração sem nenhuma piedade. O mundo para mim nunca mais foi o mesmo, então prometi para mim mesma que morrer de overdose por algo que era ”rotulado” ser socialmente proibido seria melhor do que morrer por amor, ou pela falta dele. Assim como meus heróis.”
— E como dizia
Cazuza: ”Os meus heróis morreram de overdose”.
-Burning (via
pequena-fenix)
“Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada.”
“Começo a chorar por um motivo, e paro com outro.”
“No fundo eu sou otimista
Mas sempre imagino o pior.”